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Empresas podem perder créditos tributários na transição da reforma se não revisarem processos em 2026

Empresas podem perder créditos tributários na transição da reforma se não revisarem processos em 2026

22/06/2026

A chegada da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), prevista para substituir definitivamente o sistema PIS/Cofins a partir de 2027, tem levado empresas de diferentes setores a fazer um verdadeiro pente-fino em seus processos tributários. O motivo é direto: créditos acumulados ao longo dos anos podem representar valores expressivos para o caixa das companhias, mas, se não forem identificados, documentados e validados de forma adequada antes da transição, podem enfrentar dificuldades de aproveitamento e compensação no novo modelo.

A preocupação cresceu com o avanço da regulamentação da Reforma Tributária e das regras de transição para a CBS. Ainda que a legislação preserve a possibilidade de utilização dos créditos acumulados de PIS e Cofins, especialistas alertam que as empresas precisarão comprovar de maneira consistente a origem e a legitimidade desses valores para garantir o aproveitamento no novo ambiente tributário.

Segundo Roberto de Lázari, diretor da All Tax, empresa de tecnologia voltada à gestão tributária corporativa, o tema ganhou urgência porque a janela de preparação para a CBS está se estreitando. "Muitas organizações ainda possuem valores relevantes sem aproveitamento adequado por falhas operacionais, ausência de revisão técnica ou baixa integração entre áreas fiscal, financeira e tecnológica", afirma.

Além da mudança legislativa, o avanço da fiscalização digital também ampliou a pressão sobre as empresas. O cruzamento automatizado de informações fiscais, contábeis e financeiras elevou o grau de exigência quanto à qualidade dos dados tributários, tornando mais importante a revisão de documentos, parametrizações e controles internos.

Para o executivo, o desafio vai além do departamento fiscal: em muitas companhias de gestão tradicional, as informações tributárias estão espalhadas por diferentes sistemas, planilhas e até áreas distintas. Isso amplia o tempo necessário para consolidar os dados e aumenta o risco de inconsistências. Com a aproximação do prazo limite para converter os créditos, a governança passou a ganhar prioridade dentro das organizações. "Além da recuperação de valores, a mobilização busca reduzir riscos futuros durante a adaptação ao novo sistema", explica.

Como resposta a esse cenário, cresce nas organizações a adoção de auditorias tributárias, projetos de integração de dados e ferramentas de automação para mapear créditos, identificar inconsistências e reforçar a rastreabilidade das informações fiscais. O movimento acompanha uma tendência global de digitalização da gestão tributária e maior uso de tecnologia para compliance.

Para de Lázari, a transição deve ser encarada como uma oportunidade de revisar processos e fortalecer a gestão tributária. "A Reforma não impacta apenas o cálculo dos impostos. Ela exige maior qualidade de dados, integração entre áreas e capacidade de gestão das informações fiscais. As empresas que começarem essa preparação agora terão mais segurança para aproveitar seus créditos e reduzir riscos durante a transição", conclui.

Fonte: Com informações de Contábeis

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